O objetivo desde blog é contribuir como um guia de boas práticas para o gerenciamento de projetos.
Se você é um profissional, um curioso ou um apaixonado pela área aproveite o nosso material e, antes de ir, deixe a sua contribuição para crescermos juntos.

domingo, 3 de abril de 2011

A Conferência - parte 3/5

No período da tarde uma palestra muito interessante e divertida entitulada de "Project Management Outsourcing: Threat or Opportunity", comandada pelo Croata Dino Butorac.

O objetivo da palestra foi debater entre todos os participantes os pontos positivos e negativos de se terceirizar os gerentes de projetos ao invés de mantê-los in-house, um termo bastante usado pelo croata em suas colocações.

Vou comentar um pouco sobre o que ele nos passou, e desafio você a analisar também a seguinte questão: "A terceirização do gerenciamento de projetos é uma ameaça ou uma oportunidade?".

O sr. Butorac nos ajudou a refletir muito sobre este tema nos oferecendo as seguintes afirmações baseadas em suas experiências e estudos anteriores:
  • Se for necessário, como podemos fazer esta terceirização:
    1. Definir as necessidades;
    2. Escolher os provedores de serviço, neste caso empresas de gerenciamento de projetos.
  • Benefícios incluídos:
    1. Aumentar e melhorar a prática do gerenciamento de projetos dentro de casa, trazendo experiências externas, sem os vícios já embutidos na organização;
    2. Diminuir as influências da política da organização no gerenciamento;
    3. Flexibilizar de custos.
  • Desvantagens:
    • Enfraquece o relacionamento entre gerente de projeto e a organização;
    • Pode gerar um desconforto no time de gerencimento de projetos interno, caso não seja bem claro e transparente este processo de terceirização;
    • Menor controle sobre as ações do time de gerenciamento externo;
Com isso a pergunta sobre ser uma ameaça ou uma oportunidade, é respondida com um simples e ao mesmo tempo complexo isso depende.

Depende sim, da estratégia da empresa, da maturidade do time interno de gerenciamento e do projeto específico, ficando a dica de que em projetos pequenos e curtos provavelmente a opção de usar um time interno seja mais oportuno.

O importante então, é pensar bem nos benefícios e ameaças da terceirização do gerenciamento de projetos e tomar esta decisão com transparência e clareza, tanto para organização contratante, quanto para a contratada.

Na sequência viajamos da Croácia para a Austrália, ao recebermos a australiana Brenda Treasure, com a palestra "Team Behaviours: How to break-through that understanding barrier".

Brenda nos prendeu com uma palestra sobre o comportamento das pessoas nos ambientes profissionais, focando principalmente no entendimento e liderança de um time, através de uma curiosa teoria que mostra como os profissionais se motivam e funcionam em grupo, e como podem ser identificados e separados em grupos de cores. Estas cores pertencem a teoria que fala dos estilos de valor motivacional, conhecida como MVS, parte integrante da ferramente SDI® (Strenght Deployment Inventory®), que ajuda as empresas a resolveram os problemas de comunicação e conflitos.

Ela começou falando que a efetividade de um time depende da qualidade do relacionamento de seus integrantes, o que pode levar ao sucesso ou fracasso de um projeto, além de destacar as seguintes características principais de um líder:
  • A liderança começa consigo mesmo;
  • Inspire e lidere seu time;
  • Seja um bom ouvinte;
  • Crie uma conexão real com os membros do seu time;
  • Motive seu time com entusiasmo;
Um conceito muito importante que a sra Treasure nos passou foi que a motivação é o que está dentro de nós, e o comportamento é que está externo e é o que os outros podem ver, então precisamos ter uma motivação, uma intenção e um comportamento para provocarmos mudanças que possam gerar um ambiente motivacional.

Outra questão abordada pela australiana foi que um bom líder deve identificar as características de seu time, conhecer a sua equipe, saber de suas limitações, defeitos e qualidade, e principalmente não tentar mudar o comportamento do grupo, no máximo mudar o seu próprio comportamento visando melhorar os relacionamentos, e através da sua própria mudança influenciar o comportamento do grupo.

O MVS é baseado na teoria da sensibilização do relacionamento, que foca principalmente em perceber os comportamentos através de um sistema de cores, diferenciando os comportamentos nas cores azul, vermelho, verde e um misto de cores, denominado hub.

Abaixo podemos ver uma uma representação gráfica do sistema de cores do MVS, e logo a seguir uma breve descrição sobre as características comportamentais que se enquadram em cada cor.

  • Azul: Autruísta-Orientador(alimentador)
    • Preocupado com a proteção, crescimento e bem-estar dos outros, esperando sempre pela oportunidade de ajudar quem precisa. 
    • É falante e divertido.
  • Red: Assertivo-Direcionado
    • Preocupado com a realização das tarefas, com a organização das pessoas, com o tempo, dinheiro e qualquer outro recurso para alcançar o resultado desejado.
    • Só se importa com os resultados.
  • Verde: Analítico-autônomo
    • Preocupado em garantir que as coisas tenham sido bem pensadas, que esteja tudo correto e bem detalhado, além de buscar a melhoria da qualidade.
    • É autoconfiante, independente e individualista.
  • Hub (mistura de cores): Flexível-Coerente
    • Preocupado com flexibilidade e adaptabilidade, além do bem-estar do grupo através de harmonia e consenso.
Além das cores citadas acima, há as misturas de azul-vermelho, vermelho-verde e verde-azul, onde as características são combinadas, e neste caso pode ser destacado que pouquissimas pessoas possuem apenas uma cor característica, mas sim mais de uma.

O mais importante de tudo isso é percebermos, principalmente como líderes, que o nosso time irá com certeza possuir integrantes com todas estas "cores", e caberá a nós identificá-las, destacá-las e gerar uma harmonia no relacionamento do grupo entre todos estes comportamentos.

Não devemos tentar mudar a nossa equipe, mas sim, fazê-la atingir o sucesso desejado e os resultados esperados, sabendo que não há uma "cor" melhor que a outra, e a verdade é que precisamos de todas e com certeza todas juntas se completam e possibilitam o surgimento de times fortes que podem obter muito sucesso juntos.

sábado, 2 de abril de 2011

A Conferência - parte 2/5

O primeiro dia foi iniciado com a palestra de Mark Langley entitulada de "The value of the strategic PMO".

O presidente e CEO do PMI EEUU (USA) falou sobre o potencial estratégico de se implantar um PMO, além de algumas dificuldades e barreiras a serem vencidas pelos escritórios de gerenciamento de projetos.

Dentre os pontos principais cito os seguintes que destaquei:
  • Uma implantação correta de um PMO leva de 6 meses a 2 anos, e como um de seus objetivos é tratar as mudanças e olhar para o futuro, normalmente a sua estrutura muda a cada 4 anos. Este formato pode ser frustante, mas é necessário. 
  • A relação do gerenciamento de projeto é circular dentro do PMO, sendo que quanto mais o escritório melhora, mais aumenta a sua capacidade de atendimento, aumentando ainda mais a pressão sobre os projetos, fazendo-o melhorar novamente e iniciar um novo ciclo.
  • Os três processos seguintes são estratégicos para o PMO e devem ser tratados:
    • Gestão do portfólio
      • Neste caso não deve ser uma ação apenas de priorização de projetos;
    • Maturidade
      • Deve ser o responsável pelos padrões de gerenciamento de projetos e principalmente pelo desenvolvimento dos gerentes, buscando uma maturidade da equipe e dos processos;
      • Praticar e manter um repositório de lições aprendidas;
      • Ser um Hub de aprendizado na organização;
      • Realizar Benchmarks internos.
    • Suporte compartilhado
      • Esta é uma prática de minimizar os esforços e custos compartilhando o gerenciamento.
Um dos pontos que me chamou a atenção na palestra do Langley, foi quando ele mencionou que atualmente não faltam apenas gerentes de projetos, falta principalmente cultura em gerenciamento de projetos, e o PMO é, e deve ser, uma forte arma na geração desta cultura.

Outra informação que merece destaque é que nos próximos anos esta estimado faltar 2 milhões de gerentes de projetos em todo o mundo, o que irá dificultar o trabalho em projetos, porém irá favorecer os bons profissionais e as boas organizações que valorizam o gerenciamento de projetos.

A última palestra da manhã foi comandada por Felipe Freitas Mello, da secretaria de Estado de Planejamento de Santa Catarina, onde o tema principal foi a "Importância do gerenciamento de projetos para o desenvolvimento das organizações".

O gerenciamento de projetos teve um papel fundamental no projeto de descentralização do Governo de Santa Catarina, e na adoção de práticas utilizadas pelo setor privado, que passaram a ser utilizadas no âmbito público.

Um dos marcos fortes da palestra foi o encerramento, onde o Sr. Felipe Freitas terminou dizendo belas palavras, das quais destaco as seguintes:
  • Seja alerta ao gerenciamento de projetos na sua vida, pois o gerenciamento de projetos na nossa vida é a matriz de todos os outros focos;
  • Ame o seu ofício, faça melhor e se fascine com o seu trabalho;
  • Quem faz tudo pelo único objetivo de obter dinheiro não consegue sucesso absoluto, lembre-se de Anita Garibaldi, Napoleão e Michelangelo, nenhum deles tinha o objetivo de enriquecer;
  • Gerenciar a sua vida traz mais fortuna do que tentar gerenciar a sua fortuna.

A Conferência - parte 1/5

A 1ª conferência internacional de gerenciamento de projetos ocorreu em Florianópolis nos dias 31 de março e 1 de abril, onde tive o prazer de estar presente como participante.

Como o objetivo principal da conferência era apresentar casos de sucesso em gerenciamento de projetos e o que as empresas brasileiras e estrangeiras estão aplicando em seus escritórios de projetos, eu não poderia deixar de começar as minhas considerações falando sobre o próprio projeto "Conferência Internacional de Gerenciamento de Projetos".

Em apenas uma palavra digo Sucesso. O projeto foi planejado e executado pelos voluntários do PMI de Santa Catarina, e gerenciado pela vice presidência do próprio PMI-SC. Quem esteve presente pode ver um projeto bem sucedido sendo executado, e com certeza gerando valor agregado a todos os participantes.

De acordo com a organização do evento houve em torno de 200 participantes inscritos, não houveram atrasos consideráveis em nenhuma das palestras, os temas foram muito bem selecionados mantendo o foco da conferência, e os palestrantes vindos do Paraguai, Uruguai, Argentina, EUA, Croácia, Austrália e Brasil trouxeram muito conhecimento, práticas e experiências aplicadas em seus países. Os idiomas principais do evento foram o inglês, o espanhol e o português, respectivamente, então não podiam faltar as equipes de tradutores e principalmente os equipamentos de recepção dos áudios traduzidos que foram distribuídos a todos os participantes que não quiseram confiar apenas em seus ouvidos brasileiros.

Detalhes não menos importantes como estacionamento próximo para todos, coffee break servido no horário e com qualidade, credenciamento bem organizado e rápido, e o funcionamento perfeito de todos os equipamentos eletrônicos envolvidos como projetores, áudio, microfones, equipamentos de tradução, mostram a eficiência de um planejamento de projetos, aliado a uma boa execução do que foi planejado atingindo um resultado eficaz.

Então, antes de falar sobre os convidados palestrantes, gostaria de deixar mais um parabéns a equipe organizadora do evento, foi um sucesso com certeza, e com todos que conversei tive a mesma resposta: "com certeza é um ótimo exemplo de gerenciamento de projetos".

quinta-feira, 24 de março de 2011

Conferência Internacional de GP

A ilha de Florianópolis realmente está entrando para a lista das grandes capitais de negócios da América Latina, entre os dias 30 de março e 1 de abril acontecerá na capital catarinense um dos maiores eventos de gerenciamento de projetos do país e o maior do estado de Santa Catarina.

Neste ano a conferência segue o tema Gestão de Projetos para o Desenvolvimento Global, e local escolhido para a realização do evento foi o famoso Costão do Santinho Resort - http://www.costao.com.br/.

O evento também foi escolhido para sediar o LIM Leadership Institute Meeting, encontro para o desenvolvimento dos líderes do PMI, trazendo participantes de vários países, e tendo um público estimado de 100 officers.

Os principais convidados para palestrar neste evento em 2011 são:
  • Mark Langley - Presidente e CEO do PMI Internacional
  • Beth Partleton - Presidente do Conselho de Administração do PMI Internacional e Consultora para grandes organizações nos EUA
  • Graça Foster - Presidente da Gaspetro - Petrobras Gás S.A. - Considerada uma das 10 executivas mais poderosas da América Latina, segundo a Revista América Economia, e uma das 50 em ascensão no mundo segundo o jornal inglês Financial Times.
O custo para participar do evento vai de R$ 280,00, para os associados do PMI-SC, até R$ 400,00 para os não sócios.

Um resumo da agenda do evento pode ser visualizado na imagem abaixo, clique e confira:


Maiores informações podem ser obtidas no site oficial do evento no endereço http://www.conferenciainternacionalpmisc.tangu.com.br.

Não perca, além de enriquecimento profissional e networking o evento vale PDUs para manter algumas das certificações do PMI, como a PMP.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Pesquisa revela como as organizações prosperam

De acordo com a pesquisa "Pulso da Profissão", conduzida pelo PMI, ter um escritório de projetos, também conhecido como PMO® é somente uma das práticas chaves para aumentar a performance de seus projetos.


A pesquisa apontou que 54% dos projetos são terminados no tempo, e a mesma média percentual dos projetos são terminados dentro do orçamento.

A pesquisa realizada em 2008 foi enviada a 1.157 membros do PMI ou credenciados com alguma certificação, exceto formadores e consultores, o resultado foi de 16% com uma margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos.

Porque os projetos estão com uma performance melhor?

A pesquisa "Pulso da Profissão" realizada em 2010 procurou descobrir o que fez os projetos terem uma performance melhor de uma pesquisa para a outra.

As métricas para determinar a melhoria na performance dos projetos incluiram:
  • Projetos dentro do prazo e orçamento;
  • Projetos reunindo seus objetivos ou intenções de negócios.
  • Projetos aumentando a confluência de seus objetivos ou intenções de negócios ao longo dos últimos 12 meses;
  • Aumento de escopo (scope creep);
  • Projetos considerados fracassados;
As práticas-chave que fazem com que os projetos aumentem a perfomance na maioria, ou em todas estas escalas são:
  • Ter um escritório de projetos (PMO®);
  • Usar práticas padronizadas de gerenciamento de projetos;
  • Obter altos níveis de maturidade em gerenciamento de projetos; 
  • Usar o Guia PMBOK®;
  • Ter treinamentos avançados em gerenciamento de projetos em curso;
  • Manter processos para desenvolver as competências em gerenciamento de projeto;
  • Ter um alto % de profissionais detentores da certificação Project Management Professional (PMP®).
  • Pagar para os profissionais obterem a credencial PMP®.

Empresas com alta performance versus as empresas de baixa performance

O nível de performance das organizações é medido pela combinação de três indicadores:
  • Percentual de projetos dentro do prazo;
  • Percentual de projetos dentro do orçamento;
  • Percentual de projetos que obtiveram sucesso na confluência de seu objetivos originais ou das intenções do projeto.

As empresas consideradas com alta performance foram aquelas em que 80% ou mais de seus projetos atingiram todos os três indicadores, e em contra-partida as empresas consideradas com baixa performance foram aquelas em que 60% ou menos de seus projetos atingiram os mesmos indicadores.

Outro fator importante identificado na pesquisa foi que algumas técnicas são significativamente mais usadas em empresas com alto nível de perfomance do que nas com baixo nível de performance, entre elas:
  • Gerenciamento de riscos;
  • Avaliação de performance de projetos;
  • Gerenciamento de recursos.


Mudança no perfil dos entrevistados

Desde as últimas pesquisas realizadas em 2006 e 2008, houveram mudanças nos perfis dos profissionais entrevistados, dentre elas as de maior destaque foram:
  • 32% possuem pós graduação em gerenciamento de projetos, contra 29% em 2008 e 11% em 2006.
  • 5,9 é a média de projetos executados pelos entrevistados, contra os 5 de 2008 e os 4,5 de 2006.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Números do PMI em 2010

Ao final de 2010 o PMI publicou o fechamento de seus números relacionados a profissionais certificados, membros associados e publicações do PMBOK® em circulação. Alguns números são bem impressionantes, e outros se tornam desafiadores a alguns olhos.

Vamos ver alguns deles.

Membros associados ao PMI em todo o mundo: 330.001, com 9.624 novos membros só em 2010.

Muitos não sabem que o PMI possui outras certificações além da mais conhecida delas, que é a PMP®, mas é verdade há algumas outras, que são desde menos abrangentes que podem ser consideradas mais fáceis, até as mais especializadas, que podem ser consideradas por alguns mais dificeis que a PMP®.

Vamos conhecer todas elas e saber quantos profissionais possuem estas certificações, e estão com as mesmas ativas até outubro de 2010.

CAPM® - Certified Associate in Project Management - 12.729 certificados ativos
Esta é uma certificação voltada para os profissionais iniciantes na área de gerenciamento de projetos, além da prova ser menos abrangente e completa do que a PMP®, não exige experiência profissional comprovada em horas trabalhadas nas áreas de gerenciamento de projetos.
PMP® - Project Management Professional - 403.220 certificados ativos
É a mais conhecida, e inclusive é a que tem mais certificados ativos no mundo. Saiba mais sobre esta certificação, suas áreas de conhecimento e grupos de processos através deste blog.
PgMP® - Program Management Professional - 492 certificados ativos
É uma certificação voltada para os gerentes de programas, possuindo um conteúdo altamente focado e especializado no gerencimanento de programas.
PMI-RMP® - PMI Risk Management Professional - 516 certificados ativos
É uma certificação que especializa os gerentes de projetos em gerenciamento de riscos. Quem já conhece bem o PMBOK® tem uma idéia da área de conhecimento de riscos abordada pelo PMI, que neste caso aprofunda muito mais o assunto, preparando um GP para tratar riscos com alta eficiência.
PMI-SP® - PMI Scheduling Professional - 377 certificados ativos
É uma certificação que especializa os gerentes de projetos em gerenciamento de tempo. Quem já conhece bem o PMBOK® tem uma idéia da área de conhecimento de tempo abordada pelo PMI, que neste caso aprofunda muito mais o assunto, preparando um GP para tratar de cronogramas com muito mais eficiência.
Pode ser percebido rapidamente que algumas certificações são pouco exploradas no mundo todo, servindo como um desafio para quem quer se preparar e crescer na carreira de gerenciamento de projetos.

Para finalizar, vamos ver alguns números relacionados as publicações do PMBOK®.
  • Total de cópias em circulação somente do PMBOK® 4a edição: 604.729
  • Total de cópias em circulação de todas as edições do PMBOK®: 3.303.294

Números expressivos para um livro não acha? E você já leu a sua cópia? Se você está neste blog é por que tem algum interesse sobre gerenciamento de projetos, e se não leu o PMBOK® ainda, está perdendo uma excelente bibliografia de boas práticas na área. Não perca tempo, adquira sua cópia nas livrarias credenciadas e leia você mesmo.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Faça da sua certificação um projeto de sucesso

A dica mais preciosa que posso passar adiante a todos os interessados na certificação PMP® do PMI é: "Transforme a sua vontade de certificar-se em um projeto de certificação". Se você pensa em seguir a carreira de gerente de projetos, é uma ótima oportunidade para começar a atuar e fixar as práticas do gerenciamento de projetos.

Para ter sucesso e ficar satisfeito como este cara ai em cima ao ver uma mensagem de aprovado parecida com a ilustração, coloque objetivos tangíveis como resultado do seu projeto de certificação.

Como primeiro passo busque um curso preparatório, que além de ser requisito para elegibilidade do exame ajudará muito no entendimento das áreas de conhecimento e grupos de processos do Guia PMBOK®. Outro ponto fundamental destes cursos, são os professores, que são altamente qualificados, possuindo uma extensa experiência na área de gerenciamento de projetos, e um profundo conhecimento do Guia PMBOK®. Isto permite aos alunos um bom aprendizado teórico, uma boa assimilação dos conceitos do exame e um compartilhamento de experiências práticas em projetos reais.

Um curso deste pode ser encontrado por diversos valores e benefícios que podem variar bastante, então realize uma pesquisa de custo benefício antes de comprar o seu.

Por exemplo, o curso preparatório para certificação PMP da EUAX, tem um custo estimado de R$ 1.900,00 (valor de referência obtido em outubro de 2010) possuindo 66 horas (36 presenciais e 30 remotas), onde todos os alunos ganham o Guia PMBOK® original em português + apostilas complementares com todo o conteúdo do exame resumido e preparado pela própria EUAX + 1 software de simulado com licença de uso com centenas de questões para assimilação + vários simulados online da própria EUAX que só os alunos possuem acesso.

A participação no curso, com aproveitamento de 100%, e a realização dos simulados, já é um bom caminho para iniciar a preparação para o exame de certificação, porém, após o curso deve-se continuar estudando até assimilar todo o conteúdo do Guia PMBOK® e ter adquirido segurança com a realização dos simulados.

Sendo assim, planeje a sua certificação colocando como requisitos do seu projeto de certificação realizar um curso preparatório oficial, estudar em torno de 10 semanas, realizar simulados atingindo nota mínima de 80% e principalmente marcar a data e hora do exame. Como todo gerente de projetos sabe, um projeto para ser um projeto precisa ter uma data de término, e se a sua certificação for realmente um projeto precisará atender a esta regra.

Lembre-se: Um projeto sem data de término não será finalizado e não será um projeto de sucesso, e um exame sem data de realização também não será realizado e não te dará o sucesso esperado.

No próximo post vou detalhar como foi o meu estudo que durou em torno de 10 semanas, e explicar o porque deste tempo e da onde este número "mágico" surgiu.